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(continuação
da Reportagem "ExpoXantar reforça laços
luso-galaicos")
Em demanda
por terras galegas... |

- Os sucos do
fontanário de As Burgas que jorram a
67Cº, praticamente no centro da cidade, a umas
escassas centenas de metros do Rio Minho !
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A comitiva da Ordem aproveitou
a oportunidade de subir até à Galiza para
conhecer a cidade onde teve lugar o Iº Encontro
Europeu de Federações de Festividades
e Recriações Históricas. Vimos,
então, Ourense. Mas não só...
A antiguidade da capital de província,
reporta-se, no mínimo, ao período romano.
A povoação terá sido fundada ali
graças à presença de águas
cujas propriedades terapêuticas ainda hoje atraem
visitantes.
Contudo, os atractivos da cidade
que mais nos aliciaram foram, para não variar,
os seus vestígios medievais. Começámos
por fazer uma visita à catedral, edifício
cujo sóbrio aspecto geral não denuncia
o término da sua construção (no
século XVII), tornando por demais evidentes tendências
arquitectónicas muito anteriores. Destaque-se
uma interessante “cópia” do Portal
da Glória de Compostela, em muito bom estado
de conservação, e que dista cerca de meia
centúria do seu predecessor. A tumulária
merece também especial atenção,
especialmente os vários conjuntos escultóricos
trecentistas. Não tivemos oportunidade de visitar
o museu catedralício nem o Convento de S. Francisco
(e o seu famoso claustro), por se encontrarem encerrados.
Durante o outro interregno na
nossa sessão de trabalho na Expourense, colocou-se
a hipótese de rumarmos a Santiago de Compostela.
No entanto – e no seguimento de muito sangue derramado
pelo confronto entre os vários ânimos viris
dos elementos da Ordem - optámos por traçar
itinerários próximos da cidade, com o
intuito de fazer o levantamento de alguns sítios
históricos, nomeadamente fortificações
medievais.
O pouco tempo
de que dispunhamos chegou para subirmos o Rio Minho
em direcção a A Peroxa, diminuta povoação
que conserva nas suas imediações os vestígios
de um castelo, enformado pelo exuberante verde galego.
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- Tabuleiros de
jogo insculpidos no “banco”que percorrea nave
lateral direita. Uma boa alternativa a sermões
mais fastidiosos.. |
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Valeu
pela paisagem e pelo exercício de imaginarmos como
seria a fortificação nos seus dias de ouro.
Se por causa da caminhada a fome apertar, no sopé
do morro há mesmo um parque de merendas, na beira
do riacho que por ali passa, cenário mais do que
adequado para "Xantar".
Aguçado
o interesse pela conversa com vários conferencistas
representantes da “Festa da Istoria” –
acontecimento anual, de temática medieval, que
tem tido um público que ultrapassa as 20.000 pessoas
-, resolvemos ir conhecer também o castelo da vila
de Ribadavia, desta feita descendo o Rio Minho. Tivemos
o privilégio e o prazer de ter um cicerone, cuja
hospitalidade muito agradecemos, que, para além
de nos ter convidado a visitar o seu local de trabalho
na “Comissão para a Festa da Istória”
[é mesmo assim que se chama isso?], nos serviu
de guia pelas ruas do povoado. No castelo não pudemos
entrar, por estar submetido a um ambicioso projecto de
recuperação, mas em contrapartida foi precioso
calcorrear o burgo medieval (classificado como “conjunto
monumental artístico”), a judiaria, admirando
as arcadas de construção quinhentista e
seiscentista, bem como as várias igrejas românicas
que ali há.
Não é,
de facto, difícil encontrar espantosos exemplares
do gosto românico por estas tão belas terras
da Galiza... A Ordem espera voltar em breve, e continuar
a poder falar o Português com esta gente que o entende
tão bem. |
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- O Castelo de A Peroxa
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- “Casa da Inquisición”
em Ribadavia.
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- O castelo de ribadavia,
em afanosa reconstrução. |
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- Relevos nos
capitéis do pórtico principal da Igreja
de S. João - adjunta ao hospital da ordem do
mesmo nome -, a qual acolhia os peregrinos vindos de
Portugal para Sant´iago.
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