Encontro 1 - Encontro 2

Um Evento multi-época

No Sábado, já tinha antecedido o Grupo Al-Andaluz, no Sábado, com alguns combates entre as hostes muçulmanas e cristãs.

O momento alto do Encontro é sempre, todavia, o habitual torneio. Durante dois dias os combatentes inscritos lutaram com denodo e galhardia, proporcionando prélios muito bem disputados. A Cavalaria e o seu espírito imperecível estão vivos e recomendam-se a todos os resistentes do Sonho – Os Que Acreditam.

A Tradição mantém-na a Ordem viva e operativa. Terçar bravamente o ferro na liça, com honra, é um mester mui sério e ao qual há que dar continuidade.

O período de combate foi o século XV. As armas utilizadas foram a espada de uma mão, a espada de mão e meia, a espada de duas mãos, a acha-de-armas, o gládio e o escudo, predominando, porém, as espadas.

Os combatentes presentes na liça, todos da Ordem da Cavalaria do Sagrado Portugal, foram:

Jorge Rafael de Araújo, Cavaleiro e Mestre da Ordem

Alexandre Pereira, Cavaleiro e Lugar-Tenente da Ordem

Tiago de Faria, Cavaleiro

Carlos Costa, Cavaleiro

Nuno Serra, Cavaleiro

Nuno Rodrigues, Cavaleiro

Paulo Serra, peão

Pedro Estragadinho, peão

Jorge Larguito, peão

Fernando Brecha, peão

Desta vez e seguindo a mais genuína tradição medieval as “vitórias” nos combates foram decididas das seguintes formas: 1) por desistência de um dos contendores (rara); 2) por atribuição de “vitória” ao oponente por parte do combatente que em dado momento se julgou a si próprio claramente em desvantagem (a situação mais comum); por decisão dos juízes (muito rara). Abandonou-se, assim, o anterior sistema de vencer o contendor que primeiro atingisse três vezes o adversário, sistema perfeitamente artificial e moderno, extremado do espírito do período.

Após a mêlée (combate entre duas equipas) que finalizou o torneio, passou-se ao apuramento do vencedor do torneio. Seguindo a velha tradição, os juízes e os combatentes deliberaram e rapidamente, por unanimidade, resolveram distinguir como o cavaleiro mais valoroso em liça a Nuno Rodrigues.

- Na demonstração do Grupo Al-Andaluz -

- O público nas bancadas em volta da Liça -

- Durante o Torneio da Ordem -

- Saudação às Damas presentes -

Em cerimónia singela, mas solene, homenageou-se o irmão-de-armas João Paulo Gervásio, Cavaleiro da Ordem falecido no ano transacto. Com a sua memória sempre presente nos corações de todos os membros da Ordem, achou-se como dignificante e sumamente apropriado criar-se um prémio com o seu nome a atribuir ao grande torneio anual da Ordem. Assim sendo, o prémio “João Paulo” foi solenemente atribuído pelo Mestre da Ordem ao Cavaleiro Nuno Rodrigues pelos seus assinaláveis feitos de armas na liça.

- Homenagem e aclamação do vencedor -

Neste Encontro deve realçar-se, também, o contributo valioso que os músicos do grupo Estrela da Manhã e os malabaristas do grupo Gilteatro deram ao evento, aformosentando-o. Para além disso o convívio salutar e a troca de ideias emprestaram a habitual atmosfera aprazível e familiar. Por outro lado os grupos convidados recriando outras épocas históricas enriqueceram sobremaneira o Encontro e criaram pontes valiosíssimas de trabalho em conjunto a bem da História Pátria. Finalmente deve aqui ficar um reconhecido agradecimento à Câmara Municipal de Setúbal que tão bem nos apoiou para que o Encontro tivesse existência.

Que Cronos aponte o caminho do renovo!

- Um dos vários momentos musicais no Evento -
- A recriação sempre ao serviço da educação -