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No tempo de Al-Mansur

Estamos em 987, após incursão a Coimbra para impor os seus desígnios, Al-Mansur, grande Vizir do Califado, decide passar por Sintra, no sentido de dar consentimento à abertura do Mercado local e de confraternizar com as diversas etnias e povos do Califado: os comerciantes e artesãos moçárabes, sefarditas, mouros, assim como os dignatários religiosos e a alta nobreza Árabe. (foto - chegada do Vizir)

Foi este o cenário histórico para os três dias da Feira Árabe de Sintra realizada de 16 a 18 de Setembro com a organização da Câmara Municipal de Sintra, Ordem da Cavalaria do Sagrado Portugal e o Grupo Al-Andaluz, que decorreu no típico Largo de São Pedro de Penaferrim.

A nível de influência política, o apogeu do Al-Ândalus tem lugar nesta época.

 

- Jograis animaram a feira -
Gente de saber variado, nas mais diversas áreas, da medicina, literatura, matemática, artes e arquitectura vêm ao encontro do Califado sob o auspício das suas instituições de ensino pré-universitárias e das inúmeras bibliotecas existentes, podendo caminhar nas seguras ruas de Córdoba, iluminadas à noite, enquanto, a Norte, uma Europa fragmentada em pequenos reinos, dominados pelos senhores feudais, ainda treme só de ouvir rumores sobre ataques normandos ou de incursões muçulmanas…
- O inteiror das tendas -

A Feira começou com a chegada do Vizir Al-Mansur na Sexta, seguindo-se muita animação com musica, bailarinas, magia, comércio e artesanato diverso.

No Sábado, houve lugar para a recepção dos dignatários da Região de Sintra pelo Vizir, onde a arte da caça esteve presente através da demonstração de cetraria onde, além da exibição de várias espécies, houve diversos voos dos falconiformes na zona da Feira

- Concerto de música Moçarabe

Os exercícios de combates entre as tropas al-andalusinas também tiveram lugar durante a trade, tendo o próprio Al-Mansur treinado com as suas hostes, perante os seus súbditos que puderam sentir e aprender mais sobre a força militar do Califado

- A chegada do Vizir

Ao cair da noite houve a leitura de versículos do Corão pelo Imã da Mesquita de Lisboa, tendo havido depois um excelente repasto de comida árabe, consagrando assim um excelente dia dedicado à cultura muçulmana.

Uma homenagem Moçarabe realizada com música e dança cativou, ainda, a assistência que deslumbrada com a actividade, terminou o dia de Sábado

- Na azafama da Feira -

No Domingo último dia, foi dedicado à cultura Judaica Ibérica / Sefardita, a demonstração de Tiro com Arco Árabe atraiu muitos miúdos e graúdos ao inicio da tarde, onde houve uma tentativa, falhada, de assassinar o Vizir, a quando este recebia uma comitiva “traiçoeira” na sua tenda. Resolvida a contenda falhada, Al-Mansur assistiu ao Casamento Sefardita, tendo dado a sua benção com Vizir nesta cerimónia realizada por pessoas da Comunidade Israelita de Lisboa, onde o rigor, a animação e a tradição estiveram sempre de mãos-dadas

- A ceia -
Além do mais, esteve sempre presente na “Mesquita” da Feira, uma banca de livros, da editora Al-Furquan, a qual lançou uma edição especial desta primeira Feira do Al-Ândalus em Portugal, que teve grande procura entre os milhares de visitantes que estiveram presentes na actividade.

 

- O Tiro com Arco -
Até ao final do dia, a música, a magia, a dança, o chá e o convívio deram a esta actividade um final de “chave de ouro”, exemplar no campo da recriação histórica em Portugal, onde o grande rigor, a dedicação de todos e a cooperação inter-religiosa e étnica colocam o Al-Andaluz num excelente nível – para o ano prometemos mais e melhor!